Começou neste domingo (29.08) e vai até 21 de novembro a 12.ª Exposição Internacional de Arquitetura de Veneza, nos espaços Giardini e Arsenale da cidade italiana, com o tema People Meet in Architecture (Pessoas se Encontram por meio da Arquitetura). O evento faz parte da Bienal de Veneza, que ocorre desde 1895 e reúne diversas modalidades, como dança, teatro, arte e cinema.
A Bienal de Arquitetura 2010 reúne 48 participantes selecionados pela arquiteta japonesa Kazuyo Sejima - sócia de Ryue Nishizawa, do escritório Sanaa, vencedor do prêmio Pritzker deste ano (que na arquitetura equivale a um Oscar ou a um Nobel) - mais 53 representações nacionais nos pavilhões dos Giardini.
O pavilhão brasileiro, nos Giardini, reúne projetos de sete arquitetos convidados, além da mostra 50 Anos Depois de Brasília, onde a capital federal é citada por meio de fotografias, maquetes e pelo desenho urbanístico criado por Lucio Costa. A curadoria, escolhida mediante concurso, ficou a cargo do arquiteto e designer gráfico Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake.
A efeméride dos 50 anos da construção de Brasília foi o tema proposto pela Fundação Bienal de São Paulo, por meio de parceria com o Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores, responsáveis pela representação nacional brasileira nas Bienais de Veneza.
A Bienal concedeu, no último sábado (27.08.10), o Leão de Ouro ao holandês Rem Koolhaas pelo conjunto de sua obra. “Ele ampliou as possibilidades da arquitetura; cria edifícios que estimulam a interação entre as pessoas; inspira profissionais dos mais variados campos disciplinares ao trazer grande liberdade em seu trabalho”, disse Kazuyo Sejima. Koolhaas já havia ganhado o Pritzker em 2000.
A Câmara da Bienal também decidiu oferecer um Leão de Ouro comemorativo, em memória da arquiteta japonesa Kazuo Shinohara, que morreu em 2006 e teve ampla influência na cena arquitetônica japonesa, inspiração para trabalhos como de Toyo Ito, Kazunari Sakamoto e Itsuko Hasegawa.
Confira o os arquitetos brasileiros convidados:
Mario Biselli e Artur Katchborian
O escritório que se dedica a uma arquitetura de grande porte, como destaca o curador, comparece com obras do Aeroporto Internacional de Florianópolis (2004), o Teatro de Natal (2005) e o Centro Municipal de Arte e Educação dos Pimentas, em Guarulhos (2008/2009).


Angelo Bucci
O arquiteto do escritório SPBR está representado pelos projetos da Midiateca da PUC do Rio (2006/09); casa em Ubatuba (2007/09) e por igreja de Culiacan, México (2009).


Daniel Corsi e Dani Hirano
Os mais jovens da representação brasileira na Bienal, apresentam o Museu Exploratório de Ciências da Unicamp (2009), o Parque do Lago de Quito, Equador (2008), Complexo Trabalhista de Goiânia (2007) e a Casa Global (2005).


Marcos Boldarini
Centrado em obras voltadas para favelas, o arquiteto expõe os projetos Cantinho do Céu – Entre A Casa e A Água, para Billings, e Grotinho, concebido para Paraisópolis, ambos em São Paulo.

O arquiteto mineiro também foi convidado por Ricardo Ohtake e apresenta obra criada para Belo Horizonte, especialmente como parte do Ano da Imigração Japonesa no Brasil, em 2008. 
fonte: Estadão
Beijos
Sam!






















































