Fui ao Rio de Janeiro pela primeira vez na semana passada. A cidade me causou emoções e impressões diversas no pouco que deu pra conhecer em quatro dias. Mas vamos do começo.
Primeiro, antes de viajar tive que dar uma passada no shopping, hehe. Queria um chinelo e short novos. Passei por algumas lojas, e acabei encontrando o que queria na Hering. Lá tem umas peças com estampas bem originais, que saem do que se encontra normalmente. Quando ia procurar uma havaina, vi lá na Hering mesmo um chinelo com bolas que achei o máximo! E o preço estava bom. Já resolvi tudo no mesmo lugar.

- short [49,90] e chinelo [19,90]. ambos da Hering
Aí passei a noite fazendo as malas, cheguei no aeroporto umas 6h, e acho que a primeira coisa que fez cair a ficha de que eu estava indo pro Rio foi um senhor que apareceu com o maior jeito de bossa nova. O que seria isso? Barba grisalha, óculos de grau que mais parece um Ray ban (mas não daqueles moderninhos que o povo tá usado hoje em dia), camisa clara, e claro, um chapéu panamá! Isso chamou minha atenção.
Chegando na cidade, fiquei esperando encontrar uma paisagem belíssima, de tirar o folego. O aeroporto fica um pouco afastado, então esperei, esperei… fui chegando em Copacabana, e fiquei um pouco decepcionada. Minha espectativas estavam muito altas, e o tempo nublado não colaborou. No caminho ví alguns prédios bonitos, antigos, mas mal cuidados em sua maioria. Deu pra ver a dimensão impressionante da ponte Rio-Niterói, algumas favelas também rs. A pista elevada em um grande viaduto desvaloriza as visuais da cidade. Você enxerga tudo um pouco de cima. Acho que o contraste maior é por eu ser de Brasília. Uma cidade que já foi concebida para ser percorrida e admirada de carro em sua maior parte. No RJ não é assim. É no caminhar que são descobertas suas maiores belezas. As ruas internas lembram muito o cenário do centro de São Paulo. Não muito bonito.

Ao caminhar pelo calçadão porém, comecei a ter uma visão diferente da cidade. Alí é a grande artéria do lugar, onde pulsa a vida. O movimento é constante da manhã até a noite. Os edifícios vistos da praia formam um bonito pano de fachadas que se completam com um belo movimento de curvas e detalhes. Este é interrompido apenas por alguns hotéis mais novos e pouco criativos, que se vestem de vidro e se elevam até o dobro da altura dos charmosos prédios antigos, quebrando o ritmo. A maioria dos quiosques são totalmente diferentes de outras praias que eu conhecia. Verdadeiras lanchonetes a beira-mar, mas sem perder o charme. Já viram McDonalds e Habibs na praia?
Ao visitar o centro da cidade me deparei com mais alguns prédio históricos belíssimos. Entre eles, o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e a Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro (sim! a bela Catedral da minha igreja). Estes edifícios são ricos, e cheios de detalhes que te fazem sentir pequeno em meio a tamanha grandeza.

esculturas na cobertura representam classes artísticas (as imagens estão ruins, mas dá pra ter uma noção). Colunas Corintias na fachada

Composição clássica e detalhes art noveau

Igreja-mãe das Presbiterianas do Brasil, foi organizada em 12 de janeiro de 1862 com o Rev. Ashbel Green Simonton. Passou por diversos endereços e construções. O edifício atual só foi concluido em meados de 1950. Ok, é uma pseudo igreja gótica finalizada quando o modernismo já era vigente. Mas... não deixa de ser bonita.
Mas o que mais me impressionou foi um palácio que para muitos passaria despercebido. O Palácio Capanema (1936-43), de Niemeyer, Lúcio Costa e outros arquitetos de vanguarda modernista, assessorados por Le Corbusier. É considerado o primeiro edifício modernista puro de grande importâcia no mundo. É belo em sua simplicidade. Suas formas e o espaço criado por seus vazios são de uma monumentalidade sutil. O pé direito alto onde se encaixam os blocos auxiliares do hall e do auditório proporcionam um espaço rico cheio de liberdade. Adorei conhecer de perto esse lugar repleto de história.


Passei também pelo Maracanã, Sambódromo, Catedral Metropolitaa do Rio, Forte de Copacabana. Aliás, adorei esse último. Tem uma vista maravilhosa e um ambiente muito gostoso, com direito a uma filial da famosa Confeitaria Colombo.
De praias, só conheci Copacabana e Ipanema. Essa última tinha o mar muito melhor pra nadar, pelo menos quando eu fui. Com aquelas “ondas que são só ondulações” e numa profundidade e temperatura ótimas. Pena que o pessoal joga muito lixo no mar. A de Copa já estava mais agitada, com ondas bem fortes mesmo na parte rasa. E passar pra parte mais funda não é exatamente uma boa idéia.
Os tradicionais pontos do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar são ótimos! Com paisagens incríveis da cidade. O bondinho só é bem mais rápido do que eu esperava, mas são dois trechos na ida (até o morro da Urca, depois até o Pão de Açúcar propriamente), mais os dois de volta, então dá para aproveitar.






Ainda tem dezenas de lugares que devem valer muito a pena no Rio, e que eu não consegui ir dessa vez. Mas fiquei com vontade de voltar com mais calma. São tantos museus, teatros, edifícios históricos, parques… deixa eu parar por aqui, porque já escrevi demais! E nem falei tudo. O Rio é um lugar muito rico em natureza e cultura. Vale a pena conhecer.
Beijos, Sam!